História da Casa da Torre de Aguiã

 A Quintã de Guei – como então se designava- remonta à Idade Média.

Século XIII: Surge nas Inquirições do Rei D. Afonso III de 1258 e viu as suas confrontações primitivas registadas em 1288 pelas Inquirições de D. Dinis.

A Torre de Guei foi erigida em fins do sec XIII sobre um rochedo altaneiro pelos descendentes de Guy de Mouton cavaleiro francês que viera nos fins do sec XI acompanhar à Península Ibérica o conde D. Henrique de Borgonha na Cruzada da Reconquista Cristã, tendo sido premiado com diversos bens em Terras de Valdevez, onde a sua descendência se perpetuou. Aportuguesado o seu nome, de Guy derivou o topónimo Guei e de Mouton o Apelido Carneiro, que ficou associado a esta Terra pelo seu descendente Pedro Carneiro “Senhor de Valdevez”, por ter participado no Histórico Torneio de Valdevez. Em fins do sec XIII, reinando D. Dinis, eram donos desta Quinta 2 Cavaleiros Fidalgos: Martim Peres Carneiro e Durão Martins de Guei, ambos descendentes de Martim Carneiro Monteiro do Rei D. Afonso XIII.  A este último atribui-se a Fundação da Torre de Aguiã.

Seculo XV: Diogo Lopes de Aguião torna-se Senhor da Torre de Aguiã pelo seu casamento com Branca de Magalhães, da Família dos Senhores da Barca, sendo considerados os Patriarcas da Família Aguião, da qual o atual Proprietário vem a ser a 16ª geração.

Seculo XVII:  Nas Guerras da Restauração em 1662 as tropas espanholas, juntamente com a Vila dos Arcos e o Paço de Giela, incendeiam a Torre de Aguiã por pertencer a Bento da Rocha e Sousa Capitão das Milícias deste Concelho.

Século XVIII: Em 1702 Jácome de Brito e Rocha é instituído 1º Morgado da Casa da Torre de Aguiã e dá inicio à Reconstrução e ampliação deste Solar ao redor da Torre medieval, recriando a clássica tipologia “Casa-Torre” barroca, de arcada dupla e 2 escadarias monumentais perpendiculares à fachada, acrescentada pelo corpo lateral setecentista numa planta em L.

Século XX: Revitalização da Quinta através da aposta no Vinhão como meio de Conservar, Restaurar e Perpetuar este Património Histórico e Cutural(1) da Região do Minho em Portugal.

Cinema:
Uma parte significativa dos  filmes A PORTUGUESA e A TEMPLÁRIA foram gravados na Casa da Torre de Aguiã.
Filme a Portuguesa
Filme A Templaria
(1) Património Histórico e Cultural:
A Torre de Aguiã foi Classificada como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 95/78, publicado no Diário da República n.º 210, 1.ª série, de 12 de setembro de 1978.
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
A 8-02-1999 Despacho do vice-presidente do IPPAR a determinar a abertura do processo de Reclassificação incluindo a Casa  de Aguiã, Capela, Casas baixas, terreiros e ZEP. 

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