Casa da Torre de Aguiã

A Quinta de Aguiã está implantada a montante do Vale do Vez na meia encosta a mais de 150 m de altitude, em socalcos voltados a nascente, com excelente exposição solar e amplas vistas recortadas pelas Serras do Soajo e Peneda. Atualmente reduzida a 18 h ao redor da Torre que lhe dá o nome – sendo a sua Alma e o seu Epicentro – 12 dos quais ocupados por vinhas intensivas, onde se produz o já afamado Vinhão, e as marcas Aguião desde 2002 e Torre de Aguiã Premium desde 2016.

Fora em 1995 que decidimos potenciar a excelência das uvas obtidas nestes seculares vinhedos de meia encosta, virados a nascente, beneficiados por um terroir todo especial. Ao reconverter as vinhas antigas – contrariamente à moda já então centrada nas castas brancas – preferimos seguir “o caminho mais difícil” (Revista de Vinhos), o da Autenticidade, apostando no Tinto, preferencialmente da casta Vinhão!

Caracteriza-nos esta opção preferencial pelo Vinhão (80%), sendo o restante (20%) constituído por Borraçal, Espadeiro e Padeiro de Basto.

O que parecia um contrassenso, ao fim de 10 anos assumia contornos de Sucesso! A Quinta de Aguiã, sem o querer, acabava de contribuir de modo indelével na recuperação do prestígio do Verde Tinto! Ficando também associada ao boom do Vinhão, tornada a casta emergente mais generalizada na região dos vinhos Verdes.

Volvidos 25 anos, este projeto, graças ao apreço caloroso do público e os inúmeros prémios já alcançados, ajudou a fazer de Arcos de Valdevez a Pátria do Vinhão!

Quinta Casa da Torre de Aguiã
A Quintã de Guei – como então se designava- remonta à Idade Média. Surge nas Inquirições do Rei D. Afonso III de 1258 e viu as suas confrontações primitivas registadas em 1288 pelas Inquirições de D. Dinis.
Torre de Aguiã
A Torre de Guei foi erigida em fins do sec XIII sobre um rochedo altaneiro pelos descendentes de Guy de Mouton cavaleiro francês que viera nos fins do sec XI acompanhar à Península Ibérica o conde D. Henrique de Borgonha na Cruzada da Reconquista Cristã, tendo sido premiado com diversos bens em Terras de Valdevez, onde a sua descendência se perpetuou.
Diogo Lopes de Aguião
Diogo Lopes de Aguião torna-se Senhor da Torre de Aguiã pelo seu casamento com Branca de Magalhães, da Família dos Senhores da Barca, sendo considerados os Patriarcas da Família Aguião, da qual o atual Proprietário vem a ser a 16ª geração.
Guerras da Restauração
Nas Guerras da Restauração em 1662 as tropas espanholas, juntamente com a Vila dos Arcos e o Paço de Giela, incendeiam a Torre de Aguiã por pertencer a Bento da Rocha e Sousa Capitão das Milícias deste Concelho.
1º Morgado da Casa da Torre de Aguiã
Em 1702 Jácome de Brito e Rocha é instituído 1º Morgado da Casa da Torre de Aguiã e dá inicio à Reconstrução e ampliação deste Solar ao redor da Torre medieval, recriando a clássica tipologia “Casa-Torre” barroca, de arcada dupla e 2 escadarias monumentais perpendiculares à fachada, acrescentada pelo corpo lateral setecentista numa planta em L.
Revitalização da Quinta através da aposta no Vinhão
Situada em Arcos de Valdevez, produz-se vinho verde tinto da casta Vinhão (com a marca Aguião) desde há séculos, existindo registos escritos de monocultura de vinha e produção vinícola na propriedade pelo menos desde o ano de 1700 (e referências históricas à exploração na zona desde o século XVIII). A reconversão moderna das vinhas actuais foi iniciada em 1995.

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